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As principais disputas eleitorais na América Latina neste recém-iniciado ano de 2012 ocorrerão no México, em julho, e na Venezuela, em outubro. Uma característica em comum é que serão eleições que colocarão à prova longos períodos de governo de um mesmo partido ou presidente.

No México, onde não há a possibilidade de reeleição, o PAN (Partido Ação Nacional) chegará a 12 anos no poder ao fim do mandato de Felipe Calderón em 2012. Na Venezuela, o período é até maior: Hugo Chávez completará 14 anos na Presidência ao encerrar seu atual mandato em 2013.

A disputa no México é entre os três principais partidos, o PAN, o PRI (Partido Revolucionário Institucional), que, recorrendo a fraudes, governou o país por 71 anos até a primeira vitória do PAN em 2000, e o PRD (Partido da Revolução Democrática). Só o PAN ainda não definiu seu candidato e realizará eleições internas, entre três nomes, no próximo mês. O candidato do PRI é o ex-governador Enrique Peña Nieto, que tem liderado as pesquisas com boa margem. Andrés Manuel López Obrador, que sofreu uma derrota muito contestada para Calderón em 2006, completa o quadro dos principais candidatos, como representante do PRD.

Na Venezuela, o próximo mês também será decisivo, com a realização de eleições primárias para a definição do candidato único das principais forças de oposição. O favorito a ficar com a vaga é o governador de Miranda, Henrique Capriles Radonski, do partido Primeiro Justiça. Do outro lado, estará Chávez, que, apesar do longo período no poder, dos índices altos de criminalidade e de estar em recuperação de um câncer, ainda mostra fôlego político para conquistar um terceiro mandato sob a Constituição de 1999.