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Foi publicada neste mês de abril a última edição da Revista Izquierda, editada pelo Espacio Crítico Centro de Estudios de Bogotá, na Colômbia.

Parte dos artigos trata da conjuntura política atual na Colômbia, em especial os desafios a uma solução democrática dos conflitos no país. São os casos de “La reforma de la justicia y la crisis de la acción de tutela”, de M. C. Palta, “El retorno a la tierra: conocimiento popular y organización social en los campos de Colombia”, de J. C. Diaz, “¿Que en Colombia no hay presos políticos?”, de M. A. Beltrán, e “Las iras de transmilenio”, de R. S. Angel.

Outro tema é o político liberal Jorge Eliécer Gaitán, um dos mais expressivos líderes colombianos do século XX. O assassinato de Gaitán ocorreu em um mês de abril, em 1948, gerando extrema comoção popular e uma onda de protestos em todo o país, episódio que ficou conhecido como o Bogotazo. Nesse sentido, os artigos “Solución final o solución política”, de J. E. Álvarez, e “El 9 de abril: presente continuo”, de Jesús Gualdron, representam o eixo de interpretação de uma parcela da oposição ao governo atual de Juan Manuel Santos. Afinal, o assassinato de Gaitán por setores oligárguicos, como represália ao projeto democrático-liberal por ele proposto, marcou a vida política colombiana, culminando com a militarização presente hoje.

A atual crise do sistema capitalista em nível mundial também é tema da revista, no artigo “La crisis capitalista y el patrón de acumulación”, de Edwin. A. Casas. Para ele, a financeirização da economia tem jogado um papel decisivo para a derrota política da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, mas a consolidação ou não desse modelo estará sujeita à capacidade de resistência dos trabalhadores mais afetados pela implementação dos novos padrões de acumulação de capital.

Por fim, o sociólogo aymara Pablo M. Ramírez faz uma análise da relação entre o Estado boliviano e os movimentos indígenas no país, sobretudo no governo de Evo Morales. Para o autor, um dos riscos às conquistas dos movimentos indígenas na Bolívia é a presença de agentes de grupos oligárquicos no governo Morales, os quais atuariam para potencializar conflitos entre os próprios indígenas e inviabilizar sua atuação conjunta.

A Revista Izquierda, n. 21, de abril de 2012, está disponível integralmente no seguinte endereço: http://www.espaciocritico.com/?q=taxonomy/term/3.