No dia 5 de dezembro, em Quito, realizou-se a Reunião Extraordinária de Chefas e Chefes da UNASUL. O Conselho de Chefas e Chefas de Estado e Governo é a instância deliberativa máxima da organização e é composta por todos chefes de estado da América do Sul. Na ocasião foi inaugurada a nova sede da organização, batizada de Nestór Kirchner, em homenagem ao primeiro secretário geral da UNASUL. Atualmente a Secretaria Geral é dirigida pelo ex-presidente colombiano Ernesto Samper.
A declaração conjunta assinada em Quito ratifica a criação da Escola Sul-Americana de Defesa, com intuito de promover a formação técnica de militares sul-americanos no campo da defesa estratégica da região, dando continuidade ao propósito de aprofundar a cooperação estratégica iniciada com o estabelecimento do Conselho Sul-Americano de Defesa, em 2008. Tratam-se de iniciativas no campo estratégico político, visando ampliar qualitativamente a integração regional, ao expandí-la em áreas na qual a colaboração possa conferir maior densidade ao processo político, de modo a integrar agentes sociais ao contexto comum da geopolítica em que a América do Sul insere-se. Destaca-se ainda o potencial pacífico da região, em especial a sub-região platina considerada a de menor potencialidade de conflitos armados em todo globo, além de ser a região com menor índice de armamento. Nesse sentido, alguns críticos ressaltam o elevador número de baterias antiaéreas sob posse da Venezuela, porém é de se lembrar que tratam-se de armas defensivas, sem o menor potencial ofensivo.
É destacado ainda, na Declaração de Quito, a criação da Unidade Técnica Eleitoral, para atuar junto ao Conselho Eleitoral na observação e acompanhamento dos processos eleitorais a ocorrerem na região, de modo que a criação de um corpo técnico garantiria maior proficiência na análise das dinâmicas de escolha democrática. Seria mais um instrumento a buscar a garantia da democracia na região, ideal expresso na carta magna de criação da UNAUSUL e operacionalizado na Declaração de Georgetown de 2010.

Por: Ícaro Fernandes